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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Big Brother Brasil e a nossa mídia patriarcal




Estes acontecimentos recentes envolvendo os "heróis  do Big Brother Brasil", o possível sexo e/ou estupro ocorrido na casa; serviram para dar mídia para um programa ridículo, e também para demonstrar como moral patriarcal ainda faz parte de nossa formação cultural. 

A TV Globo, a empresa produtora do espetáculo, surgiu como o pai da virgem inocente que foi deflorada, e que deve recuperar a honra dela e da família.

Neste caso, não é obrigando o homem a se casar com a jovem, mas matando-o, o que no programa representa ser expulso. Pois, assim a TV, como homem patriarca, demonstra seu poder e seu apreço pelos bons costumes da sociedade brasileira.

Tudo isso faz parte de um teatro hipócrita, uma vez que, este tipo de comportamento é apreciado pela empresa que necessitam de fatos como este para venderem seu produto, e aumentar a audiência do canal. E, também pelos espectadores, que gostam de consumir os conflitos da vida alheia como se fossem produtos descartáveis.

Estes acontecimentos me lembraram de um antigo curta-metragem chamado Acorda Raimundo, que faz o contraponto entre os papeis sociais exercidos pelo homem, pela mulher, e sobre o relacionamento entre os casais na sociedade.






O vídeo está dividido em duas partes, e sempre o reproduzo nas aulas, pois geram excelentes debates sobre patriarcalismo, os papeis sociais do homem e da mulher, e o relacionamento entre os casais.


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